sábado, 3 de março de 2012

Simples Cidade

Pé ante pé,
No asfalto já gasto,
Peço só mais um momento
Para continuar a subir a rua.
Aquela onde já me perdi e encontrei,
Onde já ri e chorei,
Onde regredi e voltei ao real.
Paradigma da vida… aquela rua.
Aquela cidade que
Para além de simples,
Torna-se complexa com as vidas que a cruzam.

Simples cidade,
Simples olhares, simplicidade.
Assaltos à queima-roupa,
Como o que eu própria fui alvo.
Roubam nos o interno,
O íntimo…
Sem querer, deixamo-nos ser roubados,
E até gostamos!


Mas a devolução tarda,
Se é que terá volta.
Ai, as ruas desta cidade…
Mas morrerei nelas, e por elas.
Sempre em nome da rua
Sempre fiel,
À simples cidade, à simplicidade.


dedicado a Ana Oliveira *-*

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